Modelo por profissão
Currículo de desenvolvedor: modelo com a stack que o ATS filtra (júnior a sênior)
Antes de um recrutador ler seu currículo, ele passa pelo ATS — o robô que filtra currículos antes de um humano ver. Em tecnologia, o corte é ainda mais brutal: uma única vaga de desenvolvedor júnior pode receber centenas de candidaturas, e o sistema elimina a maioria por falta das palavras-chave certas. Se a vaga pede 'React', 'API REST' e 'CI/CD' e o seu currículo diz apenas 'desenvolvimento web', você sai do processo sem que ninguém leia uma linha.
É por isso que modelos genéricos de internet falham: foram escritos para qualquer profissão, não trazem a stack que as empresas brasileiras filtram (TypeScript, Node.js, Docker, AWS) e quase sempre usam layouts de duas colunas que quebram o parser do ATS. Você copia um template bonito e é reprovado na triagem.
O Curriculol funciona diferente: em vez de um arquivo pronto para baixar, a IA gera um modelo personalizado conversando com você — suas experiências, seus projetos, sua stack — e estrutura tudo no formato que os robôs leem, com as palavras-chave da sua stack. Quando aparecer a vaga certa, a otimização (1 crédito) alinha o currículo a ela. O exemplo abaixo, gerado por IA, mostra como fica.
E o melhor começo é grátis: envie o currículo que você já tem e descubra em segundos sua nota ATS e quais palavras-chave estão faltando. Não é necessário cartão de crédito.
Palavras-chave que o ATS procura
- JavaScript
- TypeScript
- React
- Node.js
- Python
- Java
- SQL (PostgreSQL/MySQL)
- Git/GitHub
- API REST
- Docker
- AWS ou Azure
- Scrum
- Kanban
- CI/CD
- Testes automatizados (Jest/Cypress)
- HTML5/CSS3
- Microsserviços
- Inglês intermediário/avançado
Competências
- Desenvolvimento full stack (front-end e back-end)
- Construção e consumo de APIs REST
- Modelagem e consultas em bancos de dados relacionais
- Versionamento de código com Git e code review
- Testes automatizados e qualidade de código
- Metodologias ágeis (Scrum e Kanban)
- Containerização e pipelines de CI/CD
- Cloud computing (AWS ou Azure)
- Arquitetura de microsserviços
- Lógica de programação e resolução de problemas
- Inglês técnico para documentação e reuniões
Erros comuns
- Listar 20+ tecnologias sem critério (a famosa sopa de letrinhas): o ATS até encontra a palavra-chave, mas o recrutador descarta quem mistura tecnologia dominada com tutorial assistido uma vez.
- Esquecer o link do GitHub — ou colocar um perfil vazio, sem README nos repositórios. Em vaga tech, o portfólio é a prova; o link quebrado ou abandonado joga contra.
- Descrever experiência como lista de tarefas ('desenvolvia features', 'corrigia bugs') sem nenhuma métrica de impacto: latência, usuários atendidos, tempo de build, cobertura de testes.
- Júnior esconder projetos de bootcamp, faculdade ou estudo em vez de descrevê-los como experiência prática, com stack, problema resolvido e resultado.
- Usar template visual de duas colunas com ícones (estilo Canva) que quebra o parser do ATS — as informações chegam embaralhadas ou nem chegam.
- Escrever só a sigla quando a vaga usa o nome por extenso (ex.: 'JS' em vez de 'JavaScript'): o robô busca o termo exato da descrição da vaga.
Exemplos de bullets que pontuam
- Desenvolvi API REST em Node.js e TypeScript que processa 2 milhões de requisições/dia com latência média de 80 ms.
- Reduzi o tempo de build do pipeline de CI/CD de 22 para 7 minutos, acelerando as entregas de 4 squads.
- Migrei monólito Java para microsserviços em Docker na AWS, cortando 35% do custo de infraestrutura.
- Aumentei a cobertura de testes automatizados (Jest e Cypress) de 40% para 85%, reduzindo em 60% os bugs em produção.
- Refatorei o front-end em React e elevei o Lighthouse score de 58 para 94, melhorando a conversão mobile em 18%.
- Atuei em time ágil (Scrum) com entregas quinzenais e code review em 100% dos pull requests.
Perguntas frequentes
O que colocar no currículo de desenvolvedor sem experiência?
Projetos. Projeto de bootcamp, trabalho de faculdade, app pessoal e contribuição open source contam como experiência prática — descreva cada um com a stack usada (ex.: React, Node.js, PostgreSQL), o problema resolvido e um resultado concreto. Inclua o link do GitHub com README organizado, além de cursos e certificações relevantes. O que elimina o júnior não é a falta de registro em carteira: é se descrever de forma genérica, sem as palavras-chave que a vaga pede.
Devo colocar GitHub e portfólio no currículo de desenvolvedor?
Sim, sempre — desde que estejam apresentáveis. Recrutador tech clica no link: fixe 2 ou 3 repositórios com README explicando o que o projeto faz, a stack e como rodar. GitHub vazio ou abandonado joga contra você; nesse caso, organize antes de enviar. Coloque o link na seção de contato, junto com o LinkedIn, sempre em texto — o ATS não lê ícones.
Quantas tecnologias listar sem virar sopa de letrinhas?
Entre 10 e 15, escolhidas pela vaga — não pelo seu histórico completo. Liste primeiro as tecnologias que aparecem na descrição da vaga e que você realmente domina, agrupadas por categoria (linguagens, frameworks, banco de dados, DevOps). Use o nome exato que a vaga usa: se ela pede 'JavaScript', escrever só 'JS' pode custar a triagem. Tecnologia que você só viu em tutorial fica de fora.